quinta-feira, 9 de junho de 2011
shut up
Eu, eu e apenas eu. Penso e vivo num mundo á parte, onde ninguém compreende a minha posição, atitudes ou negação. Sinto saudade. Saudade da inocência, da verdade e da inexistencia de falsidade. Bombeia a cada segundo cada vez mais intensamente. Um misto de emoções. Um ser e não ser. "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena." Tudo merece consideração. Eu dou-a, a quem nunca a há-de merecê-la. Arrepia-me as infantilidades e o meu apoio nelas ainda me provoca mais repugnância. Mas não sou capaz de não ficar bem na fotografia. Porque é e será sempre disso que se trata. Tu e todos, nunca irão perceber. Nem eu irei perder tempo a explicar. Nem eu percebo, nem eu explico. A vida é um dia e "hoje é o primeiro dia do resto da tua vida". Com julgamentos e dedos apontados, pode ele bem. Mas valorização? Nunca. Nunca fica bem assumir que há talento. Na fotografia, como é claro. Uma noite mal passada. Uma noite vulgar. Os mesmos sitios, as mesmas pessoas, o mesmo cheiro, a mesma presença. A minha mesma pessoa a questionar-se o porquê de ali estar. Não sou um monstro, não sou um bicho. Sou apenas mais uma pessoa que não se enquadra na sociedade. Sou apenas algo sem descrição que se tenta inserir no que não é normal. Daí a normalidade nunca constar nas minhas palavras-chaves. Pois, não tenho nem nunca irei ter disso. As minhas atitudes fazem-se de impulsos. Impulsos por vezes loucos. Eu sou louca. Não como Salvador Dali ou Einstein. Mas sim como eu, Mónica Duarte. Isto não sou eu, nem nada lá perto. Isto sou eu a tentar descrever-me neste meu momento de loucura. Sem pensar nos leitores. Se é que vão existir. Não tenho medo de nada. Só de ti. De mim e do mundo. Aqui me econtro leda e triste sem abrigo para onde ir. Aqui estou eu, de mãos dadas a um espaço vazio que jamais será preenchido.
Aqui estou eu, a mandar ideias pró ar.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
life?
Porque será que não consigo matar esse pedaço que tanto me atormenta? Porque será que vivo presa a ti desde da primeira vez que te vi?
sábado, 14 de maio de 2011
in the middle.
Algo desconhecido. Algo que não consigo identificar. Algo que não gosto. O Mundo.
As pessoas, os passeios, os carros, as escolas, o sucesso, a paciencia, o amor. Quão bom será ter alguem ao nosso lado se realmente se sabe que o sentimento é falsificado? Não vale de nada. E hoje, a maior virtude de cada ser humano é saber mentir, conseguir enganar e nao ser verdadeiro. Sufoca-me ser severamente obrigada a viver nesta sociedade. Sinto-me presa como um animal enjaulado.
oh, dad.

Raiva? É pouco para descrever o que sinto por si. Não consigo olhar nos seus olhos e dizer que o perdoo. Não consigo aproveitar o calor do seu abraço de uma adolescencia atrás. Não consigo tentar dar-lhe uma nova oportunidade. Dizem que toda a gente merece, mas o senhor nunca a mereceu. Perdi um modelo masculino, perdi o meu primeiro jogo de basket consigo, perdi o sentimento de carinho. Perdi as discussões, as gargalhadas, os quatro braços no sofá á noite, perdi as noites com pesadelos e saber que ao pé de si, os monstros eram fracos. Perdi o significado de paternidade por sua causa. Perdi muitas lágrimas porque o senhor decidiu desaparecer e não arcar com as consequencias. É mais facil.. é por homens como o senhor que eu odeio tanto o país em que estou. Não duvide que o odeio, não duvide que não o quero nunca ver á frente. Não duvide que apesar de todos os esquemas vindo de todos os figurantes não vao dar certo. NUNCA, MAS NUNCA MAIS EU VOU VOLTAR A QUER OLHAR PARA A SUA CARA!
Não imaginas a dor que me causas, todos os segundos, Pai.
